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Paula Veiga Claro

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe

Paula Veiga Claro

Fotografia e o prazer de ser Mulher e Mãe

Confinamento 2021

16.02.21, Paula Veiga Claro

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Confesso que este confinamento está a ser bastante mais difícil de suportar que o anterior. Porquê? Porque já não há arco íris que nos iludam! Agora sabemos que não vai ficar tudo bem (muito pelo contrário) e que este vírus peçonhento não vai desaparecer da face da Terra tão depressa. A vacinação trouxe uma luz ao fundo do túnel mas as nossas vidas estão longe de voltarem a ser como eram.

Na minha opinião, a única coisa que melhorou substancialmente neste confinamento foi a escola online. No primeiro foi o caos, era tudo novidade, o pessoal andava completamente à toa mas agora a coisa entrou nos eixos. Professores organizados, horários bem estruturados e alunos orientados (mas sei que ainda há pais desesperados por aí!).

Contudo, não há nada que se compare à escola real. A Rafaela suspira por ela todos os dias! Sim, porque a escola não é apenas um local de aprendizagem. É um espaço de socialização por excelência. Na escola fazemos amigos, vivemos os primeiros amores, rimos, choramos, competimos, apanhamos frustrações e colecionamos momentos únicos e essenciais ao nosso desenvolvimento emocional, social e psicológico.

Não sei o que é que vocês pensam sobre este assunto mas a mim custa-me horrores ver a minha miúda sair da cama de manhã e sentar-se na cadeira em frente ao computador. E ali fica quase todo o dia entre aulas síncronas, assíncronas e centro de estudos. Para uma pessoa ativa e adepta de um estilo de vida saudável (como eu), este regime online, caseiro, solitário e sedentário perturba-me imenso porque vai contra tudo aquilo que defendo.

Mas sei que neste momento é o único regime possível. É um mal menor para um bem maior.

Como mãe só posso continuar a dar-lhe o meu apoio e a arrancá-la da cadeira (e dos ecrãs!) ao final da tarde para treinar comigo ou dar um giro até ao jardim.

Quem me dera que esta geração tivesse uma infância e uma adolescência como eu tive. Não há dia que não pense nisto. Pareço o velho do Restelo mas há coisas que deixam mesmo saudade.


#fuckcovid19

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